Poder de compra 24% abaixo da média europeia
Último trabalho, realizado por Ana Leonor Matos, nº 32639

Como se observou na notícia, Portugal não esta a progredir economicamente na mesma relação percentual em relação ao resto da união Europeia (incluindo quatro países que recentemente se juntaram á União). Este abrandamento económico reflecte-se directamente no poder de compra dos Portugueses, que se situa na 22ª posição em relação aos parceiros Europeus, ou seja um dos piores. Este mau poder de compra é directamente observado no salário mínimo nacional que é também um dos piores, 525 euros, novamente situado no fim da lista Europeia.
O abrandamento económico no nosso país começa a levantar questões importantes em relação á gestão económica Portuguesa, como esta a ser distribuído o dinheiro? Quais os incentivos ao investimento? Serão fiáveis os caminhos seguidos pelo governo? Será que não podemos fazer mais, ou seremos assim tão piores que o resto da União? Qual o problema?
Todas estas questões, medos e inseguranças vão estando presentes no dia-a-dia dos Portugueses. Toda esta insegurança económica sentida reflecte-se em um sentimento que faz travar o consumismo Português, ou seja gasta-se cada vez menos e há cada vez menos ideias investidoras de capital.
Estamos, neste preciso momento, a presenciar o afundamento da economia Portuguesa, e se a curto prazo já notamos este abrandamento, a longo prazo as consequências vão ser devastadoras. Só o tempo dirá. Mas a estatística e a lógica já começam a falar por si.

Perguntas último trabalho, Ana Leonor Matos


1.O que é afinal um país desenvolvido?
Um país desenvolvido, segundo os padrões das sociedades consumistas contemporâneas, é um país que tem um PIB per capita superior e que possui um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado.

2. Exemplos de países desenvolvidos
Estados Unidos, Canadá, Espanha, Austrália

3. Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?
Os aspectos chave para o desenvolvimento de um país são o PIB per capita , a esperança média de vida, o grau de alfabetização e o IDH.

4. Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?

As principais diferenças entre países desenvolvidos e países subdesenvolvidos são suas características sociais e econômicas.
Quando um Estado possui um alto Índice de Desenvolvimento Humano e uma economia altamente industrializada, ele é considerado desenvolvido. Além disto, um país pode ser considerado em desenvolvimento (caminhando para se tornar desenvolvido) ou subdesenvolvido (países com sérios problemas sócio-econômicos), possuindo características distintas nestes dois casos.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida estatística que reúne cálculos demográficos considerados mais influentes de uma determinada população: a taxa de analfabetismo, a expectativa de vida e a qualidade de vida (PIB per capita).



Países em vias de Desenvolvimento, Ana Leonor Matos, 2 trabalho


Classificação habitualmente atribuída àqueles países que ainda não atingiram um estado de desenvolvimento sólido, como têm os países ditos desenvolvidos. Trata-se, portanto, de países ainda economicamente atrasados, embora não devam ser confundidos com os países do chamado Terceiro Mundo.
Muitas vezes, é um traço característico dos países em vias de desenvolvimento a existência de elevadas dívidas externas, importantes fugas de capitais para os países desenvolvidos, despesas militares excessivas, sobrevalorização da moeda nacional, forte peso da agricultura no total da economia, processos de industrialização fracos, baixo rendimento per capita, estrutura demográfica com altas taxas de natalidade e de mortalidade e baixa esperança de vida à nascença, elevada dependência de um pequeno número de produtos (normalmente, agrícolas) e elevada dependência do capital estrangeiro na pequena parte da economia que está industrializada e modernizada.
No grupo dos países em vias de desenvolvimento (conceito por vezes abreviado para PVD) integram-se, na actualidade, países como a Argentina e o Chile.



Terceiro Mundo e o Terceiro-Mundo

Ana Leonor Fernandes de Matos

O conceito de Terceiro Mundo, frequentemente confundido com a noção de subdesenvolvimento surgida com o fim dos impérios coloniais e que apresenta um carácter económico, tem uma conotação geopolítica que pretende identificar os países mais atrasados por oposição às nações industrializadas (capitalistas e socialistas). O Terceiro Mundo engloba o continente africano, com a excepção da África do Sul, a Ásia não-soviética, exceptuando o Japão, a Oceânia sem a Austrália e a Nova Zelândia e a América Latina.
Podemos concluir, a partir desta distribuição geográfica, que o Terceiro Mundo se localiza no Hemisfério Sul e coincide com as antigas zonas coloniais. Portanto, a emergência do Terceiro Mundo, nas suas dimensões humana, económica e política, é um dos factores determinantes da história contemporânea.
A expressão surgiu no contexto histórico da Guerra Fria, em que o mundo desenvolvido se encontrava claramente dividido em dois blocos antagónicos, o bloco dos países ocidentais capitalistas e o bloco comunista formado pela URSS e os seus países satélites.
Um dos principais problemas do Terceiro Mundo é o crescente aumento populacional, que não é acompanhado por um proporcional aumento da produção. Os alimentos disponíveis não são suficientes para alimentar estas populações assoladas pelo flagelo da fome e por graves problemas de saúde como a sida.
As economias do Terceiro Mundo são muito heterogéneas, mas todas elas apresentam várias características comuns: o predomínio económico de uma agricultura com baixos índices de produtividade; o fraco desenvolvimento da indústria dependente do exterior; o peso excessivo do comércio e dos serviços e as altas taxas de desemprego e subemprego. Estas características comuns revelam um grande desequilíbrio provocado pela difícil convivência do mundo tradicional com o mundo industrializado.
O desequilíbrio destas economias é atestado por maiores dicotomias do que nos países industrializados; a produção industrializada está concentrada nas regiões mais urbanizadas, onde se verifica uma multiplicação do sector terciário, contrastando com amplas áreas ruralizadas muito pouco modernizadas, na maioria dos casos muito dependentes do exterior, onde se pratica uma agricultura de subsistência e mantém a exploração extensiva.
Estas dificuldades económicas reflectem-se em fortes contrastes sociais e culturais. A distribuição da riqueza é muito desigual e só uma percentagem pouco expressiva da população tem acesso ao ensino, sobretudo ao ensino superior.
Na maioria dos territórios colonizados europeus, a descolonização não significou a perda total de laços de dependência, isto é, surgiu uma nova forma de colonialismo, o neocolonialismo.
Esta dependência é económica, comercial, tecnológica e militar e não está alheia a opções políticas e ideológicas.
No Terceiro Mundo podemos distinguir três níveis distintos: o geográfico, o económico e o político. Como é compreensível, coexistem diferenças em termos das condições naturais, da dimensão dos territórios e da população, dos indicadores económicos - como o Produto Nacional Bruto - e diferenciações nos sistemas políticos adoptados.
Uma das formas encontradas para definir com mais profundidade o Terceiro Mundo foi a sua divisão em grandes conjuntos geográficos. A América Latina, uma área colonizada pela Península Ibérica, tornada independente na primeira metade do século XIX, procurou, na segunda metade de Oitocentos, empreender um plano de fomento económico. Apesar disso, estes países enfrentam graves problemas. A sua economia estava muito dependente do exterior, principalmente dos EUA; a dívida externa é muito elevada; a injusta distribuição da riqueza desencadeia conflitos sociais e os regimes políticos são muito instáveis. Veja-se o caso da Argentina, no início de 2002 a viver os efeitos de uma profunda crise político-económica, que leva à queda constante dos Governos.
O Mundo Muçulmano, que abrange a África do Norte e o Próximo e o Médio Oriente, têm em comum a alta taxa populacional e a obediência à religião muçulmana. Nesta área persiste um crescimento económico desnivelado, resultante, entre outras causas, dos recursos naturais disponíveis, como o petróleo. Os países da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), actualmente OPEC, conseguiram, em 1973, impor as suas condições ao mundo industrializado, quando decretaram o aumento do preço do petróleo.
O factor que mais compromete o crescimento económico desta região é o seu envolvimento em conflitos armados. Este clima de tensão é causado pela coexistência não-pacífica com o país vizinho, Israel, e pelos conflitos entre as próprias nações islâmicas.
No Sudeste Asiático, os povos milenares recuperaram a sua independência no final da II Guerra Mundial, mas viram-se confrontados com uma explosão demográfica e com diferentes ritmos de crescimento económico. A par de países muito empobrecidos, existem países capitalistas que experimentaram um surto económico, como a Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e Hong Kong.
Na África Negra vive-se, ainda hoje, uma situação dramática, pois aqui se concentram a maioria dos países mais pobres do mundo. A economia é atrasada e dependente, a agricultura retrógrada e ameaçada pelas devastadoras secas e intempéries. A política é dominada pela instabilidade gerada pela instauração de regimes ditatoriais e pela persistência de conflitos tribais. Muitos destes grupos populacionais não conseguem assegurar a sua subsistência, vivendo da ajuda internacional, que nem sempre é suficiente e eficiente. Moçambique é um dos casos mais dramáticos. Após a independência de Portugal (1975), o país mergulhou numa terrível guerra civil, travada entre os adeptos da FRELIMO e da RENAMO, que agravou a depauperização do país e arrastou para a miséria e para a morte milhares de moçambicanos. Outros, como o Zimbabwe, persistem em ditaduras com elementos agressores de interesses externos ainda instalados no país.
Com a descolonização, muitos povos do Terceiro Mundo procuraram afirmar-se politicamente no panorama internacional. Este esforço resultou na Conferência de Bandung, realizada perto da capital da Indonésia em Abril de 1955, onde se reuniram 29 países da Ásia e da África. As figuras que mais se evidenciaram nesta conferência foram o anfitrião, Sukarno e Nehru, Primeiro-Ministro indiano. Deste encontro resultou o estabelecimento de princípios como o respeito pela soberania das nações, a não-agressão, a não-ingerência nos assuntos internos destas nações, a igualdade racial e noções de coexistência pacífica.
Mais tarde, no território da antiga Jugoslávia, reuniu-se, em 1961, uma nova conferência sob o patrocínio de Tito, que contou com a participação de países do Terceiro Mundo, a maioria dos quais parecia apoiar a formação do Movimento dos Não-Alinhados, independente das grandes potências mundiais. Mas esta conferência ficou manchada por alguns desentendimentos políticos.
Actualmente, os problemas do Terceiro Mundo, como a fome, o subdesenvolvimento e a dívida externa, estão na ordem do dia. O nascimento de uma nova ordem mundial passa, obrigatoriamente, por um crescente diálogo entre Norte e Sul, sempre reclamado, mas nunca realizado.



Paridade do poder de compra

Ana Leonor Matos

A avaliação do nível de vida das populações e dos países é uma temática complexa, enquadrada no estudo dos graus e processos de desenvolvimento das economias a nível mundial. Concretamente, torna-se necessário, mas por vezes difícil, proceder à comparação internacional dos níveis de desenvolvimento. Para esse efeito são utilizados diversos indicadores e variáveis, como sejam: o produto ou rendimento dos países por habitante ou per capita (medido normalmente através do Produto Interno Bruto - PIB, per capita ou Produto Nacional Bruto - PNB, per capita); a esperança de vida à nascença; a percentagem de população rural, etc.
No que respeita aos indicadores referenciados a unidades monetárias, como é o caso do PIB e PNB per capita, colocam-se no entanto problemas a nível da comparação internacional das performances dos vários países. De facto, a utilização directa das taxas de câmbio oficiais aos valores daqueles indicadores no sentido de os colocar numa única unidade de medida (ex.: dólares americanos) faz com que não seja levada em conta a questão dos preços internos dos países.
Assim, e tendo em conta que a medida dos níveis de vida deve partir, não dos valores monetários directos dos rendimentos per capita, mas do efectivo poder de compra que resulta da utilização desses rendimentos pelas pessoas, torna-se necessário estabelecer uma ponderação a esse factor por forma a tornar a comparação internacional mais correcta. É neste contexto que aparece a técnica de paridade do poder de compra, que tem como objectivo a possibilidade de avaliar um determinado país ou população através da quantidade de bens e serviços que um cidadão médio a ela pertencente pode adquirir com o rendimento que aufere.
O facto de esta análise incluir a questão dos preços que, particularmente no que se refere aos bens e serviços internos (não sujeitos à transacção internacional), variam muito de país para país, estando mais adequados à partida aos rendimentos dos cidadãos do que os externos ou sujeitos ao estabelecimento de preços internacionais.
Na prática, a utilização da paridade do poder de compra traduz-se no cálculo de um coeficiente que, aplicado a variáveis como o PIB e PNB per capita, permite uma comparação internacional muito mais fiável. Esse coeficiente parte do estabelecimento de relações de preço para os vários bens e serviços, após o que se procede ao cálculo das médias dessas relações de preços que, por último, são agregadas e ponderadas pela repartição das despesas nacionais.
A técnica da paridade do poder de compra é utilizada por muitas instituições que elaboram e publicam dados de carácter internacional, como a OCDE e o FMI.



Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE)
Trabalho dado pela professora.
Ana Leonor Matos

A organização internacional foi iniciada em 1961 com o propósito de promover o desenvolvimento económico e o comércio internacional. Houve uma convenção da qual se estabeleceu a OCDE e foi assim, assinada a 14 de Dezembro de 1960, por dezoito países europeus e pelo Canadá, tendo entrado em vigor a 30 de Setembro de 1961. A OCDE aconteceu/surgiu após da Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE), designada para ordenar a implantação do Plano Marshall na Europa em 1948.
Na década de 80 faziam parte da OCDE os sequentes países: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, República Federal da Alemanha, Suécia, Suíça e Turquia.
A OCDE é uma organização que precisa de poder decisório. É uma assembleia consultiva que realiza congressos, conferências, seminários e varias publicações. Permanece em proximidade com várias entidades oficiais e privadas, manifestando assim (anualmente) estatísticas sobre a agricultura, a investigação científica, o mercado de capitais, os impostos, os recursos energéticos e outros assuntos. A OCDE realiza relatórios dos quais são muito louváveis, uma vez que eles constituem assim um grande instrumento que e usado normalmente para avaliar a evolução da economia mundial em cada estado.


Economia

Primeiro trabalho
Ana Leonor Matos

A Economia tem por objecto o estudo da sociedade, tendo uma importante componente económica. Estuda assim a capacidade de qual os recursos são capazes para produzir bens capazes de satisfazer as necessidades que existem. Também caracterizada pela satisfação das necessidades com meios quantitativamente limitados. Os recursos disponíveis são sempre insuficientes para acudir a todas as necessidades económicas existentes. É precisamente essa adaptação de meios escassos às necessidades existentes (princípio da escassez). É este o problema elementar da Economia. É a escassez de recursos que provoca a esmagadora maioria dos problemas económicos.
É uma ciência social. Sendo assim em Economia, não se pode estabelecer relações do tipo causa-efeito, uma vez que os fenómenos económicos são influenciados por comportamentos humanos que não são calculáveis de forma exacta. Porém, é possível estabelecer relações lógicas de causalidade. Por exemplo, se a taxa de juro aumenta, os empresários investem menos, uma vez que o custo do crédito passa a ser mais elevado. No entanto, o investimento pode aumentar. Para se ter um estudo seguro, em relação económica, constroem-se assim modelos teóricos, ou seja, sínteses abstractas do mundo em que espontaneamente se simplificam alguns aspectos dessa realidade. A título de ilustração, pode referir-se que uma das simplificações habituais é, efectuar uma análise ceteris paribus, isto é, manter tudo o resto constante. Desta forma, a alteração no comportamento da variável-efeito só poderá ter sido provocada pela variação na variável-causa.


Sociedade


Onde pessoas se juntam num espaço extenso e duradouro que tem como intenção apoio e protecção, concluindo, todos os seres vivos, incluindo os animais. Juntam as suas individualidades e aspiram para o desenvolvimento, têm um carácter mais dinâmico, uma vez que indubitavelmente inclinam-se para a mudança e para a evolução.
A sociedade moderna tem um carácter urbano como objectivo o desenvolvimento, não unicamente pessoal, mas sim de uma comunidade.
Sociedade industrial, em que a produção de riqueza é o ponto fulcral, também como o desenvolvimento técnico e a abertura à exportação e à importação. Posto isto vivemos numa sociedade que investe na produção e na troca de bens.


Desenvolvimento sustentável


Formado apenas em 1992 (este conceito), na Conferência do Rio de Janeiro, sendo esta uma conferência das Nações Unidas sobre ambiente e desenvolvimento, conhecida também como Cimeira da Terra:
Ø Não só uma dimensão ambiental como também económica e social
Ø Tenta conciliar progresso e crescimento económico com uma adequada preservação da natureza.
A questão do desenvolvimento sustentável não surgiu por acaso. As décadas anteriores a 90 foram, de um grande (ate) crescimento económico, mas representaram maus aspectos a nível do meio ambiente, nomeadamente:

[ Poluição
[ Destruição de florestas
[ Extinção de espécimes animais e vegetais.
Felizmente a Humanidade tomou consciência do mal que estava a fazer ao meio ambiente por volta das décadas de 70 e 80, que foi capaz de fazer pressão sobre os responsáveis políticos para tomarem iniciativas de preservação d’ ambiente.
A expressão "desenvolvimento sustentado" tem como sinónimo de "desenvolvimento sustentável", a primeira diz respeito àquilo que se sustenta com base em factores terceiros, exógenos, enquanto a segunda esta associada ao desenvolvimento que se sustenta por si e que é capaz de combinar adequadamente o crescimento económico com a protecção dos recursos e a coesão social.




Ana Leonor Fernandes de Matos. 32639



Bibliografia:
Wikkipedia
Diciopedia
www.desenvolvimentosustentavel.pt/
www.bcsdportugal.org
www.min-ecpt.shvoong.com
ec
onomia.pt/
www.almedina.net